sábado, abril 09, 2011

chuva

a porta da sala ia de um lado a outro
bem devagar, despacito
como una vieja murga, como una milonga,
o vento que saia do escritório fazia bailar, de lá pra cá.
De repente um estrondo. Foi a porta da cozinha. Emperrou de vez.
Começa a chuva, inunda de água as laranjeiras
e aqui no esconderijo de alice,
transborda agua pela fresta da cozinha.
Um maremoto para as pequenas criaturas, diria.

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